Daily Archives: May 25, 2003

Fitas recuperadas

Não vi o Fantástico. Mas li que o programa mostrou trechos das fitas e imagens recuperadas do sistema de segurança da Estácio de Sá, onde a estudante Luciana foi baleada.

Leia mais, no DOL.

Língua do P

é a nota mais curiosa sobre o mundo da informática dos últimos tempos, um bug que faz com que os filtros anti-spam barrem emails que contém a letra…P!

deve ser culpa dos malditos spams de aumento do pênis! leia aqui.

Céus

De vez em quando eu preciso passar um arquivo do pc pro laptop. E, o caminho mais rápido e mais fácil é o ICQ. Porém, para transferir de um pra outro, eu preciso pelo menos, deixar um dos nomes do ICQ com a florzinha verde, no disponível.

E basta fazer isso durante 6 segundos para levar uma saraivada de chamados.

Não dá. Tive que fechar.

Muitos contatos.

Amigos da TV

Encontrei vários amigos de televisão na missa de Renato Barbosa. Do lado de fora, quase todos eles, ligados a programas de variedades, shows e espetáculos, comentavam a falta de espaço na tv e de como ela prioriza a miséria e a desgraça do ser humano em detrimento da informação, cultura e diversão.

Soube também de um texto de Leila Reis no Telejornal. Fui ler.

Voltei

e não estou com a menor capacidade de trabalhar. ó senhor, me ajude.

a encontrar a explicação certa para amanhã!

vou indo

Na missa de 7o dia do Renato Barbosa.

Sim, eu sou judia. Mas o afeto não conhece religião.

Língua

Ontem, entre as dúzias de minutos em que trailers de outros filmes foram exibidos antes de Matrix, estava a chamada de um filme chamado “My Little Eye”.

Não me lembro do que tratava nem com quem era.

Mas lembro de ter tido um pensamento que logo traduzi em palavras sussurradas no ouvido do parceiro, para não atrapalhar a vizinhança com decibéis não-solicitados:



– querido….

– fala

– sabe como seria o nome deste filme, my little eye, se fosse em português?

– qual?

– meu zóinho…

smack

the end

UAI

passei o dia sem ler notícias, sem ligar o rádio ou a tv. coisa boa.

estou me sentindo como…como…

uma sementinha de morango:

– assim…

por fora.

Vida Online

Quando eu era adolescente, e os pterodáctilos voavam livres (brincadeira, os pterodáctilos nunca conviveram com os homens. ou mulheres), vi um filme sobre o que seria o futuro, em plena década de 70, numa escola de Toronto, Ontario, Canadá.

O futuro doméstico tinha uma casa de classe média, totalmente controlada por um computador central. O conceito de Internet não existia mas o bem estar e a comunicação eram prioritários.

Lembro de uma cena em que o homem, pela manhã, antes do trabalho, ía para a sala de ginástica e se pesava. O computador acusava um aumento de peso e a partir daí listava uma série de exercícios e uma dieta balanceada. Ele fazia a esteira, os abdominais e quando terminava, o computador avisava (ou algo assim…) que ele já podia tomar o café. Ele ía até a cozinha, abria uma portinhola que parecia algo entre a porta de um microondas e um driver de pc, e pegava o café da manhã com as calorias contadas.

A mulher, fazia compras numa janela de computador, onde as vitrines íam passando e ela ía escolhendo com a filha. Não era uma janela de um computador ligado na Internet mas hoje, é assim que seria.

O futuro daquela época era o ano 2000,que já passamos há três anos. Mesmo não sendo exatamente daquele jeito, é bem parecido.

Agora, por exemplo, fiz duas coisas que só foram possíveis pela rede. Primeiro, comprei um presente nas lojas Marisa para minha mãe. Peguei o endereço correto no guia de assinantes da telefônica. Procurei o cep correto no site dos correios . Entrei no site das lojas Marisa . Fiz a compra, expedi o boleto bancário, entrei no meu banco e nem me dei ao trabalho de digitar o número do boleto: como ambos estavam online, foi só ir sombreando e arrastando os grupos de números do boleto para os campos do pagamento online. Imprimi tudo para comprovar e, pronto.

Em seguida, fiz compras no pão de açúcar pelo delivery, para entregar de presente, escolhi as compras, paguei online com um cartão seguro (ainda mais depois de ter sido clonada, agora todo mundo está me tratando com o máximo de segurança…) agendei o horário da entrega e pronto. Imprimi a lista e o comprovante. E liguei para o 0800 só para tirar uma dúvida.

É claro que ao fazermos isso estamos, de uma certa forma, vivendo um privilégio do sonho da clásse média. É verdade, e é bom. Além disso, por mais que nos acusem de estarmos roubando o trabalho da moça da loja, estamos gerando trabalho no segmento que mais tende a crescer, o de serviços. São pessoas que recebem e selecionam o pedido, pessoas que embalam, que carregam o caminhão, motoristas que entregam e descarregam. São bancários que compensam o pagamento, são funcionários das empresas de cartões que processam os dados.

São pessoas que recebem felizes seus presentes em casa.

E eu, aqui, pronta pra continuar, trabalhando.

Mas é isso mesmo. Para poder ter esse privilégio de mandar presentes online, venho trabalhando de 2a. a domingo, nos últimos, digamos… 30 anos.

Mas isso fica pra outra hora.

Tá difícil

Dei um rolê pelos jornais e mais uma vez, fiquei pasma com o triunfo dos picaretas. Por alguma razão os sensitivos, intuitivos, os que conversam com fantasmas, os que vêem coisas no vidro, os que receitam sucesso fácil, os que imprimem nos cartões de visitas coisas que não são e faculdades que de fato não fizeram, ganham muitos mais e vivem materialmente melhor do que muitos cientistas sérios, pesquisadores competentes.

Talvez o sucesso seja só a ponta visível de um iceberg. Talvez os honestos anônimos sejam mais leves e felizes. Talvez os picaretas, apesar da ponta que fica exposta ao sol, vivam nas trevas geladas das profundezas abissais…

ó!

Irmãos

Direção de cinema combina com fraternidade. Além dos Irmãos Marx (Chico, Harpo, Groucho, Gummo, Zeppo), vários irmãos trabalham juntos, como:

. Os irmãos Farrelly (Peter e Bobby)

. Os irmãos Coen (aka Joel e Ethan)

. Os irmãos Wachowski (Andy e Larry)

Você se lembra de outros? Ou vamos ter que pesquisar na rede?

Oculos

Dá só uma olhada… no número de ofertas de óculos Matrix que estão no Mercado Livre…

Deus permita que o sucesso do longa possa resultar numa longa sobrevivência para muita gente.

Camelôs, inclusive.

E cabeleireiros, fazendo dreadlocks em gêmeos albinos.

Sofrível

Assim foi o meu desempenho na corrida de 5.43 km desta tarde de domingo.

Minha cabeça está agitada e não consigo acalmá-la. Queria muito conversar com alguém sobre o processo de criação e a agitação que ele envolve, os insights que tive, dois ou três projetos que estão acontecendo ou podem vir a acontecer, com alguém que entendesse isso de fato, alguém que trabalhasse com isso também.

Mas no momento, não disponho de ninguém.

Durante a corrida tive pensamentos bem malucos, típicos de um day-after de um filme de ficção como Matrix. Cheguei a imaginar que uma senhora sozinha, de chapéu, sentada no banco da praça pudesse ser a mulher que representa o oráculo. Claro, numa dessas, eu já estou me achando o próprio Neo, The Chosen, The One. Bobagens do ego perdido, invisível sob o boné, se arrastando pelas ruas.

Agora, preciso organizar o pouco tempo que tenho para produzir o muito que devo, estabelecendo prioridades com duas premissas básicas: vou fazer o meu melhor, vou fazer o que é possível.

O resto, entrego a Deus.

E suas infinitas estrelas.

Baleias e Chinelos

Sempre ouvi dizer que as baleias vão para um mesmo lugar quando sentem que vão morrer.

Acho que um processo parecido está acontecendo com meus chinelos. Hoje, descendo da cama evidentemente descalça (sou contra dormir de meias) saí em busca de minhas velhas havaianas, brindes de priscas eras do meu tempo de repórter numa matéria patrocinada pela empresa. E eis que, depois de rodar o chão gelado da casa, encontrei meu par verdinho (brinde, né, eles dão as cores que encalham) junto com um tamanquinho do Dr.Scholl tão velho quando o próprio e mais um chinelinho de plástico coreano, todos, embaixo da mesinha do meu computador.

Ou eles estão mesmo para morrer e decidiram fazer uma última reunião para dividir memórias com seus pares (ai!) ou está acontecendo a primeira convenção pessoal do pé-de-chinelo, marcada para esta manhã, debaixo do PC. Agora, depois de um post tão nada a ver, voltarei para o trabalho.

Não é fácil buscar inspiração para compor ao meio dia de domingo, com o sol bombando lá fora.

Acho que vou correr e volto mais tarde.

Muito trabalho

Hoje vai ser um dia puxado de trabalho. Dois longos roteiros inteiros de dois programas para serem discutidos em comitê às 9 da manhã de amanhã, um mini-musical inteiro, com dez atores, para ser totalmente criado e escrito até amanhã, compras no supermercado para hoje E amanhã.

Mas uma coisa será sagrada: às 7:30 da noite, vou à missa de 7o. dia do meu querido amigo Renato Barbosa, na Igreja de Santa Teresinha, em Higienópolis.

sabadão

fiz uma daquelas coisas humaníssimas, típica de bicho doente: deitei de roupa e tudo, com uma dor de cabeça que atingia 8.5 na escala Richter dos abalos pessoais.

minutos depois, minha filha foi cuidar de mim e me fez voltar à vida civilizada: levantei e fui tirar a máscara dos cílios, escovar os dentes e passar um creme na pele.

dormi a noite toda, sem noção da minha existência.

acordei com dor de cabeça novamente.

me fez lembrar de uma palavra que adoro em alemão, ‘kopfschmertzen’, que já é uma dor de cabeça em si. (Update- num falei? ainda bem que a Ana me lembrou que não tem t, é kopfschmerzen. mais uma dor de cabeça, agora…)

agora, passou. e estou pronta pra falar de algumas coisas boas da mídia que encontrei entre uma enxaqueca e outra:

Comercial da Kaiser no cinema – meu marido achou a coisa mais genial do mundo. E é, porque não é propaganda, é advertainment, a mistura da propaganda com o entretenimento, como fazemos na Synapsys. Fernandinha Torres está genial, no trio de atores (eles também estão) que ‘interagem’ com a platéia de cinema, comentando os atos que merecem e que não merecem uma Kaiser, como deixar o celular ligado e comer pipoca sem derrubar no chão, necessariamente não -nesta-ordem.

A criação final só pode ser do Silvio Matos, da Bates Brasil, mas estou achando que quem criou mesmo foi o meu amigo Leandro Castilho, que trabalha com Silvio. Vou perguntar pra ele no ICQ.

Revista Época – foi-se o tempo em que ler a Veja era quase uma obrigação do cidadão bem informado de classe média. Hoje, (não me pergunte por quê, não sei analisar, apenas percebo) a Veja perdeu a coisa mais importante para uma mídia, a relevãncia. Não faz mais diferença para a vida de ninguém ler ou não ler a veja no fim de semana. A gente chega na segunda feira com as mesmas informações ouvindo gente, vendo tv, ligando o rádio, folheando o jornal ou apenas navegando na internet e interagindo com outras pessoas. Mas a revista Época está muito boa, nesta edição especial de cinco anos. Destaquei alguns detalhes:

.Coluna A semana – Comentários divertidos, mesmo que não tenha sido essa intenção original. Lavínia Vlasak, recém siliconada, diz que prefere ‘sexo sem amor do que amor platônico’. Quer dizer, é melhor sexo sem amor do que amor sem sexo. Certo. Também é melhor ser rico e saudável do que ser pobre e doente. Muito, muito inteligente. Ainda bem que ela é linda e sobreviverá ilesa ao mundo, se Deus quiser.

.Kelly Key também promove um concurso de quem se descobre mulher primeiro, dizendo que ela já se descobriu mulher, Wanessa Camargo está se descobrindo e Sanda ainda não se descobriu. Talvez a interpretação de ‘descoberta’ esteja mais ligada à nudez, porque, de fato, há uma ligação muito forte entre sentir-se mulher e preparar-se para posar nua. Quando somos obrigadas a nos expor, a auto-cobrança é maior . Posar nua, é como receber visita em casa: a gente gasta dinheiro para arrumar tudo, de modo que fique totalmente diferente do dia a dia, para ninguém notar os defeitos. Todas as mulheres que recebem convite da Playboy, usam o prazo entre o contrato e a sessão de fotos para tirar, por e mexer em tudo. É como ir no programa da Hebe, do dia em que você é convidado até a segunda feira do programa, você não come e não sai do cabeleireiro! Qualquer dia, vamos todas fazer mini-lipos, mini-liftings, mini-plásticas, para ir no sofá da Hebe bem lindas!

Sindicato do Crime – ótimo uso do título de um filme para os sindicalistas corruptos que recebiam grana para fazer greves de ônibus. Maravilhoso. Mas já estava na internet.

Hidiotices Ilárias ….! – um entrevistado da reportagem de capa da revista época, sobre Ecstasy, descobre a américa e diz – “o que vicia não é a droga é o efeito que ela produz’. Não me diga!! quer dizer que uma droga que não produza nenhum efeito, não viciaria? Pronto! Tá resolvido o problema da droga! Ficam proibidas as drogas que fazem efeito e liberadas as drogas inócuas. Também podemos extender esse genial conceito para o crime. Porque quem mata não é o revólver ou a bala, mas quem puxa o gatilho. Então, as armas ficam liberadas, mas as pessoas ficam proibidas de tocá-las, pronto!

Ô mundo.