Daily Archives: May 29, 2003

vou dormir

acordo cedo.o blog demora pra carregar.

pra mim, já deu.

até mais.

Maria

Fui ao Pão de Açúcar e entreguei as pesadas e maravilhosas sacolas cheias de livros para a Maria, enviados pelo Edivaldo.

Ela adorou. Mas Maria é tímida. Não gosta de chamar a atenção.

Mas não dava pra ficar invisível com tantos livros!

Tirei uma foto.

parece merchandising…

mas não é.

é puro afeto.

Está no blog, biblioteca da maria.

Falemos de Respeito. E loucura.

(está na revista Caras, quatro páginas de ‘resposta’ da Valisère (na verdade, da W/Brasil) à campanha da Wonderbra que diz que o primeiro sutiã…xi…esqueci.também corre pela web, por email, o texto completo . Se você não viu na Caras, não recebeu o email, leia aqui, Valisere contesta Wonderbra )

Sabe o que é mais louco?

O louco não uma agência copiar a outra, isso acontece o tempo todo.

O louco não é uma campanha fazer referência à outra isso fora da publicidade, como no cinema e nas demais artes também.

O louco é que a pessoa que escreveu este texto acredita que, de fato, tenha propriedade sobre o conceito de que ‘o primeiro alguma coisa a gente nunca esquece’.

O louco é alguém em sã consciência, acreditar que, em 5 mil anos de civilização humana, em todas as línguas, ninguém, jamais, antes de abril 1987, nenhum ser humano escreveu, proferiu ou pensou que a gente nunca esquece a primeira transa, beijo, sutiã, calcinha, cirurgia, porrada ou namorada.

O louco é alguém achar que toda vez que alguém diz que o primeiro alguma coisa a gente nunca esquece, está ‘plagiando’ a assinatura da campanha da Valisère.

É como se toda pessoa que exclama ‘boa idéia!” estivesse plagiando a campanha da pinga 51. É como se todo mundo que diz ‘é isso aí.’ estivesse fazendo uma referência a Coca Cola, porque Coca Cola é isso aí. Ou que as pessoas que simplesmente dizem, conversando a gente se entende estivessem parodiando a assinatura da Avon (a gente conversa, a gente se entende).

Alguns publicitários precisam mesmo encarar o fato de que o mundo não começou no dia em que eles nasceram.

Felizmente, o mundo continuará mesmo quando todos nós não estivermos mais aqui.

The Flying Whorehouse

Acabei de ver no DOL. No Chile, uma casa de prostituição voadora.

Será que tem primeira classe, executiva e econômica?

E o banheiro, tem chuveirinho?

Obrigada Senhor

Acho que tudo vai ficar bem. Acho que tudo vai dar certo. Acho, não. Sei. Tenho fé. Estou cheia de fé.

A fé é uma beleza, porque ela nos faz fortes e calmos, iluminados e seguros. E aí, a gente apenas diz… a verdade.

E a verdade nos liberta!

(tá meio assim sem explicação, mas vai assim mesmo. fé não pede lógica ou explicação, fé é fé.

e a fé não costuma faiáaaaa)

Tudo menos beijo na boca

Parece coisa de Nelson Rodrigues. mas o texto do JT deixa claro que produtores de programas de TV top 3 na lista de baixarias de acordo com a campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania, juram que nunca mais vão mostrar mulheres seminuas, abusar da miséria humana ou fazer piadas com grupos minoritários.

Então, tá.

Ginástica

Nos anos 50 (bem no finzinho…) fiz um esforço tremendo para nascer. Nos anos 60, brinquei e aprendi a nadar. Nadei muito. Nos anos 70, fiz ginástica olímpica, aulas de tênis,judo e muita yoga.eu via o prana no ar. Eu nadava todo dia, 2 mil metros, da segunda metade dos anos 70 (sei lá, foi quando construíram a piscina na USP), até sair da USP em 83.

No começo dos anos 80, meu transporte era a bicicleta. Em 83 pirei: fazia aeróbica 5 vezes por semana, fazia dança, fazia tudo. E nadava. Não confessava, mas eu também fazia dietas estúpidas como a de Beverly Hills (que quase me deixou careca) e tomava remédio pra emagrecer.

No fim dos anos 80, tive meu filho. Engordei. Mas comecei os anos 90 correndo. E nadando. Nadei até algumas horas antes da minha filha nascer em 94.

Depois isso, corria um pouco, nadava um pouco, parava um pouco. Entrei e saí de umas 4 academias. Não gosto de academia. Não gosto do tipo de ‘ambiente social’ da academia. Talvez eu nunca tenha ido nas academias certas.

Não sei jogar nada, não sou boa de esportes, não sei fazer nada coletivo. Ou eu jogo tenis do meu lado da quadra, ping pong do meu lado da mesa, ou eu nado na minha raia. Pena, eu teria aprendido muito em um time de qualquer coisa, nem que fosse de boliche.

Uma vez, em algum ano perdido de alguma década, fui ver All That Jazz (veja quando o filme veio para o Brasil e saberemos a data, deve ter sido depois de 75 e antes de 80)

Saí de lá e me matriculei na escola de dança do Ismael Giezer. Anos depois, fiz dança com …com… (Deus, como era o nome! Era no Bexiga, uma coisa moderna, com um cara genial, que trabalhava muito os pés, que já morreu, cujo filho herdou sua arte…vou lembrar…ah, sim, Klauss Vianna) e depois, com Ivaldo Bertazzo.

Há alguns meses, estava fazendo pilates. Saí. Pensei em voltar a fazer dieta e yoga, mas achei que eu ía ficar parecendo uma cópia da letra da música American Dream da Madonna. Na verdade, eu queria ser a Madonna. Ter o dinheiro e o corpo dela. Ou, só o corpo, não ligo pra dinheiro.

Marido e filhos eu só quero os meus. Mas queria ter a flexibilidade do corpo de Madonna.

Atualmente, corro sempre que posso, mas às vezes, fico dois dias sem nenhuma atividade física oficial. Mas não passa de dois dias, quando acontece.Nesses casos, a culpa pesa e eu troco o elevador pela escada ou subitamente, me jogo no chão do quarto, da sala, do banheiro e faço uns abdominais para malhar a culpa.

Neste momento, estou comendo uma salada, aquela, de sempre.E digitando. Se escrever no blog queimasse calorias eu usaria manequim 32.

Mas estou feliz da vida porque pedalei 40 minutos de manhã.

O que eu queria mesmo era ser capaz de seguir uma filosofia de vida que li num livro de arte de duas alemãs piradas. Elas propunham que tudo na vida fosse arte e dança, tudo fosse postura. Que cada gesto seu, cada passo, o jeito de sentar, levantar, pegar o garffo, fosse consciente, pensado, lembrado. Que tudo fosse feito com elegância.

Não era isso, claro, mas foi o que eu interpretei e registrei.

Eu queria ser bailarina.

Talvez, na próxima, encadernação.

Padaria de Posts, Rodízio de Idéías e Patisserie de Textos

Não sei como tudo começou. Deve ser culpa dos anos 80, essa década meio estanha, com números gordinhos que lançou o teste de Cooper e o BoomDa Academia (com cacófato!). (Aqui, sempre menciono o meu cacófato predileto e verídico, quando fui entrevista um especialista em restaurantes para um programa de tv e perguntei ao que ele atribuía o boom-da comida japonesa…)

Fato é que, de uns tempos para cá, empresas começaram a criar nomes compostos, misturando tipos contrastantes de estabelecimentos.Pega-se a idéia de ‘fábrica’ e associa-se a algo nada fabril, como um texto ou idéias. E assim, cria-se a Fábrica de Idéias, a Fábrica do Som, Fábrica de Texto. Só Google tem umas 500 fábricas de idéias. Também existem muitas ‘companhias’. Depois vierem os armazéns. Armazén de Atores, de Teatro.

A lista é infindável. Tem também as Oficinas, os Empórios, as Tratorrias, os Bureaus. E as Usinas.

O blog, diário e quentinho que eu sempre comparo a pãozinho fresco, é um padaria. “Padaria de Posts”. Aqui também fazemos rodízios de idéias aos montes. E, de vez em quando, trabalhamos muito sobre um texto, confeitando-o, como se faz numa Patisserie.

Digo tudo isso porque li uma nota no Blue Bus falando de uma empresa chamada Alfaiataria de Marketing.

Me fez lembrar uma vez que pensei, só por brincadeira, e sem heresia, juro, em montar um quadro de humor que simbolizasse todas as contradições. O nome do grupo era os Ateus de Cristo….!

Em tempos de Vacas Anoréxicas

eu sei, eu sei, não é politicamente correto brincar com doenças sérias e graves como a anorexia. não estou brincando. estou apenas usando uma expressão dramática para vacas magras, com seu equivalente extremo e patológico. porque se eu usasse o equivalente fashion, como vacas top models, eu ofenderia todas as moças profissionais que ralam mundo afora trabalhando como modelos de passarela. e isso eu não quero mesmo, porque não é verdade.

estamos vivendo um período de vacas magras em relação ao consumo, lutando contra a desigualdade social, contra a fome, contra a miséria. mas ainda é muito, muito visível a diferença. enquanto alguns morrem de inanição, você entra numa loja de tênis num shopping e descobre com a vendedora que todos os nike shocks foram vendidos em um fim de semana, assim que chegaram. você entra numa loja de câmeras digitais e fica sabendo que um senhor japonês passou lá e comprou todos os chips de memória e etc. até na farmácia, produtos cosméticos acabam rapidamente. há pouca gente consumindo muito e muita gente consumindo pouco.

mas quem sabe o fome zero consiga melhorar essa desigualdade, pelo menos um pouco.

porém, como uma coisa puxa a outra, ao procurar uma imagem de vaca anoxérica, encontrei um site genial, o cowparadenewyork , de onde puxei a imagem do post.

lá você encontra as mais belas vacas que seus olhos já viram!

tem até vaca-gay! (olha cacófato….)

tem vaca até pra ser capa da.. Play Boi!

(Diego, eu tinha escrito errado a palavra profissionais…)

VOLTOU!

(mas demora muito pra abrir… coisa louca. vou diminuir o número de posts exibidos, peraê, freguesia!)

Aquela coisa pra você chocar

Diz a modelo para Amaury Jr.

O que é aquela coisa pra você chocar? Ovo galado?

Ah, sim, agora Sig Bergamin está falando de alguém que….eu temo ser….minha amiga …

ah, não vou falar.

Mas eu estive no Museu Natural de caça na casa dela.

PS – é a fernanda tavares. funciona assim.

modelos bonitas defendem os animais

homens bonitos defender modelos bonitas

mulheres ricas defendem homens bonitos

advogados defendem mulheres ricas

quem defende os advogados?

Revoltante ou Velejando na Maionese

Se alguém achar, agora, o email do site do canal people and arts, por favor, me mande. quero reclamar. e quero que todo mundo reclame.

ontem, li no estadão, no caderno2, uma chamada para um programa chamado Viravoltas.

Fiquei curiosa por causa do nome e fui ler do que se tratava. O começo do parágrafo dizia que o programa do canal People & Arts mastraria fatos inesperados que mudaram o destino de seus protagonistas. Entendi.

O primeiro exemplo, era tocante e fazia sentido: Lars Grael, velejador consagrado, perdeu uma perna num acidente. Realmente, uma virada total na vida de um campeão.

Mas sabe quais eram os dois exemplos seguintes que participariam do programa? Leia você mesmo o que foi publicado.

O programa ‘Viravoltas’ do canal People & Arts, que mostra como fatos inesperados mudaram o destino de seus protagonistas, apresenta uma edição de brasileiros, quinta-feira, às 21 horas. O velejador Lars Grael, que perdeu uma das pernas em um acidente, o apresentador Otávio Mesquita, que trava uma batalha contra a idade, e a modelo Angela Bismarck, que se prepara para a 11.ª cirurgia plástica, contam suas histórias.

Comparar o acidente de um campeão mundial, que perdeu uma perna, com ‘a batalha que Otávio mesquita trava contra a idade’ e ‘a modelo Angela Bismarck’ é uma ofensa.