Monthly Archives: June 2003

confira

confira tudo com …

segundo!!!!

ah…acabou…

tava no fim…

agora que eu ía conferir!

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confira

estou contando. desde a hora que eu cheguei.

um. confira tudo.

RECALL DO CLIO, 2002 E 2003

Recall dá medo. A gente sabe que é prevenção, mas coloca o comprador naquela vala comum dos azarados. Penso isso também quando compro um carro que sai de linha ou cuja fábrica fecha no Brasil. Dá muita raiva. É como se numa chuva de marshmallows caísse justamente uma bigorna na sua cabeça.

Acabei de ler no DOL, que a Renault está fazendo recall de todos os Clios fabricados em 2002 e 2003, para “verificar eventual substituição da balança de suspensão dianteira.”

Tudo bem, a gente entende que isso acontece. Mas o sentimento de não dar sorte, fica.

Não fica?

Porque se o post estiver errado, a gente faz recall!

ALENTO

ufa!

pelo menos não sou a única que andou engordando nos últimos tempos!!

que rick martin é esse, dio mio?

bom, amanhã, começo a correr!

dele!

ah, sim, o contexto da foto da Ester Rocha, e O Fuxico.

SITE

Adriana Ferraz faz o site http://www.abcdaids.com.br sozinha.

O site visa prevenir a AIDS entre jovens, através da informação e conscientização.

Vamos visitar e divulgar o trabalho, ok?

Boa, Adriana.

DOIS DIAS SEM SEXO ….ABSTINENCIA?

O povo que fez a pesquisa deve ter DNA de coelha no cio. Não é possível. está em todo lugar. A mídia adora sexo.

Uma pesquisa israelense que diz que a prática leva à perfeição.

Eu, já li isso em alemão: Übung macht den Meister. A prática faz o mestre.

O resultado é que, quanto mais o homem faz sexo, melhor a qualidade do esperma.

– Ôrra!!

O texto diz que, depois de dois dias de abstinência sexual, a forma e a habilidade dos espermatozóides piora.

Piora? A habilidade? O que acontece, eles não conseguem mais fazer aquele número de equilibrar os pratos?

Dois dias já é abstinência?

E eles fizerama pesquisa, como, entre uma transadinha e outra?

Parabéns ao time!

valeu a pena…

…ter ido e voltado, pelas flores que a Paulinha mandou pelo retorno,

por todos os emails que venho recebendo, pela paz que tenho sentido.

mundo vasto, vida sábia,

tempo soberano

lições infinitas a serem aprendidas

por este velho

coração

humano

A inveja da viagem

Esta ilustração de crianças está aqui porque o post ía se chamar “No Kids Allowed” mas, como um pókemon, evoluiu e mudou até de nome. Recebi um email da Alessandra, que mora na Inglaterra, comentando que em muitos lugares as crianças não são permitidas, como pubs e restaurantes. Ainda outro dia, comentávamos isso aqui na Synapsys , que em muitos países da Europa, aceita-se a presença de cães e gatos mas não de crianças.

Enquanto eu pensava nessas coisas, entre uma garfada e outro da minha tradicional Caesar Salad (mudei o molho, pelo menos; eles, mudaram o queijo ralado), um sentimento me veio à mente: a inveja das viagens alheias.

Toda vez que alguém fala de alguma viagem para algum país, a pessoa precisa ter consciência de que isso, despertará, em muita gente, o sentimento de inveja. Porque a viagem ou melhor, a idéia de viagem é sempre uma ilusão muito diferente do que o fato.

Antigamente, leia-se ‘no meu tempo’, quando os aviões que operavam no Brasil eram poucos (Eletra, Pan Air…) quando alguém ía para os Estados Unidos ía para os ‘Estêites’, ou para a América. Quando alguém ía para a Europa ía para o ‘exterior’, ou ‘para fora’. A gente se sentia preso, isolado, aqui dentro de um Brasil que não tinha importação e nem mobilidade.

Só gente ‘bem’ ou filho de gente bem ía para o exterior. Voar de avião era um sonho. E ainda é, para muita gente.

Curioso é que, algumas viagens despertam mais inveja que outras. Há pouco tempo, uma colega daqui da agência, fez uma grande viagem, começando pela Índia. Ninguém ficou com inveja dela ir pra Ìndia. Acho que as pessoas imaginam uma Índia suja, com vacas soltas, gente tomando banho num rio sujo, gente mendigando pelas ruas. A imagem da Índia pobre não causa inveja em ninguém. Ao contrário, ninguém exclamou ‘nossa, eu também quera ir!’ e sim coisas como ‘tome vacina antes’, ‘leve remédios’ e etc.

Já quando ela disse que depois da Índia iria para a Califórnia, a história mudou . ‘Sortuda! Eu queria estar nos eu lugar!Califórnia’. Deve ser a influência do Lulu Santos cantando ‘garota eu vou pra califórnia, vou ser artista de cinema’. Sabe, Califórnia, tem Hollywood e aí, todo mundo quer.

Durante muitos anos, eu morria de vergonha de jamais ter ido pra Europa. E, toda vez que alguém me perguntava ‘você conhece paris? conhece Veneza? Conhece Roma? Conhece Barcelona?’ e eu ía enfiando meus nãos como contas em um colar, via-me obrigada a arrematar com um não mais definitivo, continental, dizendo ‘não, eu nunca fui pra Europa’. Muitas gente olhava pra mim com ar de indignação, outros de compaixão, outros de desprezo mesmo.

Nunca ter ido para a Europa deve soar como uma espéce atestado de pobreza, não só financeira como intelectual, cultural, turística. Já não ter ido nunca para os Estados Unidos é diferente, parece mais uma opção ideológica da pessoa. Não ter ido para o Oriente não quer dizer nada , mas ter ido é sempre uma coisa ‘exótica’, só para quem já cumpriu todos os roteiros ‘obrigatórios’ para chegar até lá.

Não entendo muito bem esta classificação mas ela parece existir para todos os continentes. Primeiro a gente tem que ir para a Disney, eu acho, ou algo que tenha a ver com os Estados Unidos. Depois, você vai para a Europa (pode-se inverter a ordem também, é até mais chique). Depois a pessoa vai para ‘lugares’ como Grécia, Japão, Marrocos (este, na África. ninguém acha chique ir para a África, com poucas exceções). Austrália e NOva Zelândia também já entraram para o circuito de gente alternativa bacana há algum tempo. Não sei dizer muito bem como está a cotação de ambos no ranking de ‘chiqueteria’.

O que eu sei da revista Caras é que ficou ‘chique-classe-média’ casar em qualquer ilha da Polinésia. Já vi muita legenda de foto de gente que casou no Tahiti, embora o casamento não tenha validade legal. Não é legal, mas e daí, é bacana! Já estou cansada de ver artistas naquele famoso hotel 6 estrelas da África, que deve viver só das permutas e dos sonhadores que vão lá pra ver se encontram uma equipe da Caras fotografando. Quem sabe o cara sai na mesinha do fundo na hora do café da manhã do casal de atores.

Fato é que a Internet é a nossa grande viagem, a possibilidade de conhecer, viver, interagir, quase sentir, o mais próximo de ‘estar lá’ do que se imaginou. É possível ver pelas web cams o que acontece nas ruas, visitar museus, tudo. É evidente que a viagem real é insubstituível, que quando alguém perguntar se você já viu o Louvre você vai dizer que ‘não’, se não tiver ido pessoalmente. Mas talvez você possa dizer, sim, conheço virtualmente.

As viagens trazem uma lição importante, a transitoriedade da vida e a permanência da dívida…. Ficam as fotos, as lembranças, o sentimento. Ficam os débitos pingando no cartão pelo resto do tempo… Fica, especialmente (e por isso a gente viaja) o encontro da gente com o mundo, o redimensionamento dos problemas, o exercício de viver o novo.

Quando se está a um oceano de casa a gente abre tanto, mas tanto o horizonte da visão, que tudo, passa a ter uma nova dimensão.

A gente diferencia o que é grande do que é pequeno.

A gente redescobre o valor da imensidão.

Viajar é crescer.

Deve ser disso que a gente sente inveja.

Fonte da Imagem: http://www.csiro.au/scientriffic

sonhos

a dúvida é de todos nós: será que tudo o qeu a gente sonha é um reprocessamento de todos os dados ‘inputados’ na nossa mente ou será que de fato ou será que a gente de fato, ‘inventa’, cria coisas? será que a pergunta faz sentido, já que tudo o que a gente cria também é um reprocessamento de tudo o que já absorvemos?

não sei.

só sei que, esta noite, sonhei com um personagem que não me lembro de ter visto jamais. era um cara inteligente, bonito, esperto e gay. tinha um jeito bem feminino, mesmo e era geógrafo.

soube depois (depois do quê? mais tarde, no sonho!) que ele era um picareta e aplicava golpes nas pessoas.

numa cena, conversávamos, gatinhando, sobre um gigantesco mapa, com ruas ampliadíssimas.

se o sonho fosse materializado seria uma produção muito cara.

será que este geógrafo existe?

será que este personagem está em algum lugar?

devo pesquisar no google?

não sei as respostas e, por enquanto, ainda estou na fase de conjecturar sobre as perguntas.

o sonhos, no entanto, é o mistério mais interessante do nosso cotidiano.

não aquele ‘sonho’ de conquista que todo mundo diz, quando está acordado, digo, o sonho mesmo, este que levou Freud a escrever “The Interpretation of Dreams”.

sonhos.

vou pensar nisso.

na hora de dormir.

obrigada, senhor

administrei mau o tempo anterior e eis que a situação era aquela: sem gasolina.

pedindo a são longuinho e a seu chefe, encontrei um posto.

que alívio.

tempo



tempo é opção, sempre pensei.

mas hoje vejo que tempo é administração.

todos temos o mesmo tempo por dia, embora a vida seja totalmente desigual no tempo total que vamos viver no plano material, embora,digam,

a eternidade seja para todos. no fim das contas, vai dar no mesmo.

e todos teremos o mesmo tempo para administrar.

a diferença é que as desigualdades sociais fazem com que essas relações sejam muito injustas. quem pega duas conduções, metrô, trem, perde tempo de sono para chegar ao trabalho. e quem tem todas as facilidades pode usar o tempo para si.

neste momento estou sem tempo. negociei comigo mesma que correria bem cedo. mas estou correndo apenas contra o relógio.

enquanto teclo, olho o relógio do computador. vou chegar em cima da hora.

mas espero que dê tempo.

já planejei o dia, já deixei os pagamentos, já paguei as contas, inclusive, as atrasadas, aquelas que não paguei na data por falta de administração de tempo. quando fui ver, o calendário estava adiantado em relação à data de vencimento.

um a zero pra ele, o tempo.

mais tarde, se der tempo, vou postar.

aliás, vou postar mesmo que não dê tempo. eu desconto duplicatas do meu tempo para postar, adianto minutos do trabalho que tenho que fazer e aí,

faço mais depressa, me concentro mais, acelero a produção.

um dia, quando eu tiver tempo, vou escrever melhor sobre esta relação

sou bacharel em física, já discuti muito sobre o tempo.

mas isso, faz…tanto tempo!

em tempó: tenha um bom dia.

boa noite

e até amanhã.

que Deus proteja a todos nós dos picaretas.

lua nova

hoje, dia de são pedro, ninguém comemorou em águas de são pedro. só na própria cidade, sem as águas.

hoje é também noite de lua nova, quando não há lua. ou melhor, há lua, mas não a vemos.

para os astrólogos, esta é a lua ideal para você começar coisas novas. e, como diz bárbara abramo, é o momento de ‘invocar os poderes da intuição, do sentimento e da mente ao mesmo tempo’.

leia mais aqui.

ah naum

explicar ‘muvuca’ em 2003, é absurdo.

quer dizer que a emissora pensa que nós passamos todo aquele tempo vendo regina casé no muvuca, sem saber o que era?

j. k. rowling

fenômeno. não tem outra explicação. o que aconteceu com a vida desta mulher é o maior romance, a maior história.

inacreditável.

incrível também que ela, de um momento para outro (quase…) tornou-se uma das mulheres mais ricas, mais lidas, mais amadas, de todo o planeta.

assim, num…passe de mágica.

além disso, era ruiva e agora está, loiríssima.

PS – o que a informação faz com a percepção. agora que eu sei que a Heloisa Perissé tem mais de 35 anos eu fico achando que ela tem cara de 35 anos. vejo até rugas e bolsas sob os olhos da Tati. ninguém deveria ter me contado. estragou tudo.

mas o quadro é muito bem editado/produzido, um primor.

só não dá pra acreditar que produziram uma garota cega que queria ser glória maria.

maldade?

eu sabia!

não falei?não falei?

desculpe a pentelhice, mas olha lá a matéria de ‘comportamento’, horrível, super-superficial do Fantástico, falando sobre ‘stress’.

eu sei, eu sei.

não é fácil manter um programa semanal desta envergadura, responsabilidade, durante décadas.

mas que as matérias pioraram, pioraram.

lembro do tempo em que havia ‘jornalismo’, com Mônica Teixeira, com suas reportagens sobre o Cabo Bruno…

nossa, que chata essa pesquisa.

sempre isso, sempre stress, sempre ‘qualidade de vida’.

ai, agora tem pesquisa de rua para saber o que as pessoas diriam para são pedro para conseguir as chaves do céu.

zap.

não agüento.

você gosta?

procurando nemo, encontrando lulu, explicando ana

acabei de ler uma matéria sobre o filme “procurando nemo”, uma verdadeira delícia. o convite para a pré estréia era uma caixinha com uma reprodução do óculos do mergulhador que captura nemo. vi o filme antes da pré-estréia, na cabina da BVI, aqui em São Paulo. veja tudo no site oficial, http://www.findingnemo.com .

enquanto uns procuram nemo, outros procuram encrenca. lulu publicou uma carta em seu site . li sobre a carta mas não tinha lido a própria. li agora. adoro todas as músicas de lulu, acho ele o máximo como artista.

não sei o que se passou mas trabalho em televisão há bastante tempo para saber que é isso mesmo, o ibope manda. deu audiência fica. o resto que se dane.

ou sai no meio ou nem entra.

agora, ouvi faustão mandar um recado para o lulu baixar a bola e soltar a franga. não sei se pegou bem.

só sei que o figurino das dançarinas é uma graça, todo em fuxico, lindo mesmo.

aproveito o post para tentar explicar o que amaury jr. e ana hickman não souberam explicar. os dois comentavam fotos belíssima da modelo para uma revista russa. numa das fotos ela aparecia ao lado da manchete ‘ana nova’. amaury perguntou o que era. ana disse que não sabia mas perguntaria a uma amiga russa.

não posso afirmar, mas…não seria a modelo virtual do site ana nova? (que aliás, nem está mais no site?)

o que acontece com o Dano?

tenho sentido várias coisas estranhas, doutores Evan e Jason.

o sintoma mais freqüente é este: eu publico um post.

depois, coloco um update.

decido adicionar mais alguma coisa.

e aí, quando clico em edit, o post que aparece para edição é o anterior, sem o update.

por quê?

que demore para publicar no ar, eu entendo.

mas, o que é isto?

na janela abaixo, onde visualizamos o texto, o update está lá.

mas não fica disponível para a edição.

estranho, não?

sobre o post abaixo

marilyn monroe pode parecer gorduchina para os padrões de hoje em algumas fotos. mas, desculpe, isso é um lindo corpo.

conjecturas domenicais

será que um dia a gente vai poder ver uma produção de moda, uma produção de programa de moda de tv, que não mencione Audrey Hepburn

em Bonequinha de Luxo?

é verdade, sim, ela é uma referência. sim, um luxo. sim, linda.

eu também. acho, queria, seria.

mas…sempre?

marilyn deu até um tempo. ficou gorducha para o padrão.

mas audrey não poderá nunca,faltar?

nem pra provar que toda regra tem exceção?

será que um dia a gente vai poder ver uma produção de moda, uma produção de programa de moda de tv, que não mencione Audrey Hepburn

em Bonequinha de Luxo?

é verdade, sim, ela é uma referência. sim, um luxo. sim, linda.

eu também. acho, queria, seria.

mas…sempre?

marilyn deu até um tempo. ficou gorducha para o padrão.

mas audrey não poderá nunca,faltar?

nem pra provar que toda regra tem exceção?

será que um dia a gente vai poder ver uma produção de moda, uma produção de programa de moda de tv, que não mencione Audrey Hepburn

em Bonequinha de Luxo?

é verdade, sim, ela é uma referência. sim, um luxo. sim, linda.

eu também. acho, queria, seria.

mas…sempre?

marilyn deu até um tempo. ficou gorducha para o padrão.

mas audrey não poderá nunca,faltar?

nem pra provar que toda regra tem exceção?

será que um dia a gente vai poder ver uma produção de moda, uma produção de programa de moda de tv, que não mencione Audrey Hepburn

em Bonequinha de Luxo?

é verdade, sim, ela é uma referência. sim, um luxo. sim, linda.

eu também. acho, queria, seria.

mas…sempre?

marilyn deu até um tempo. ficou gorducha para o padrão.

mas audrey não poderá nunca,faltar?

nem pra provar que toda regra tem exceção?

ps – fui convidada há alguns meses para participar da produção de um programa de tv que entre outros assuntos, falava de moda. entrei. sobre a mesa um livro. quem estava na capa? acertou.

(eu ía colocar um link do livro da amazon.com mas…o site está fora do ar. ué?)

noite

sempre me referi às 18:00 horas como 6 da tarde. hoje, por exemplo, às 17:57 aqui em são paulo, já estava escuro. sete da noite, ok, mas…seis da noite, é estranho.

chegar de um dia ensolarado do interior para a capital cinzenta e escura antes que o relógio marque 6 horas é meio deprê. domingo já é meio deprê em si.

dá vontade de ser criança, estar de férias da escola e pode ficar brincando até o começo de agosto.

ô saudade.

parabens e obrigada

instalei a nova versão do wbloggar. acho admirável o trabalho de pessoas como o do Marcelo Cabral do wbloggar, do Fábio do falouedisse, de tanta gente que trabalha de graça, para oferecer facilidade para nós, que usamos tanto os sistema de blogs.

se eu conseguir ganhar dinheiro com blogs, vou começar a fazer doações para estes companheiros.

por enquanto, já tenho a primeira perspectiva: vou receber, pela primeira vez, para ter um post publicado!

fica aqui um beijaum pra minha amiga que recomendou o texto…

PS – não estou conseguindo postar pelo wbloggar com o sistema Dano. se alguém puder me ajudar, please, será maravilhoso.

é só escrever para farofa@farofa.com.br

anti – tudo : o futuro

O futuro, que não pára de chegar a todo momento, será dedicado a prevenção, ao contra-ataque, ao bloqueio, à correção. Vamos usar boa parte do futuro para corrigir os erros do presente e alterar alguns problemas que sempre existiram no passado.

Acho que todos os futuros sempre foram assim, mas o futuro de agora, é muito mais.

Na saúde, além da busca da cura, que sempre existiu, duas outras coisas já estão acontecendo. A primeira é enquadrar quase tudo como doença. Ser gordo é doença, ser baixo é doença, ser feio é doença, ser velho, é doença. O mundo fixou um padrão e tudo o que sai dele, é doença e a gente tem que combater. Minha pia do banheiro sabe do que estou falando, agora que mal tenho espaço para colocar o perfume, com tantos cremes para anti-idade. Idade é doença também. A segunda coisa é buscar todas as formas de impedir que a gente fique feio, velho e gordo. Ontem mesmo comentamos aqui a matéria do Jornal Nacional que fala de uma possível taxa para empresas de alimentos que vendem muita gordura para os consumidores. Bacon vai ser um palavrão pior do que xingar a mãe.

Por enquanto, no quesito saúde, o mundo continua tentando resolver só o que ele vê, ou seja, só os problemas estéticos. A eternamente polêmica Madonna, que conquistou o direito de falar o que bem entende porque é rica, famosa e ainda gostosinha, mostra cenas em seu novo clip em que ela mesma se injeta botox.

Li um artigo em algum lugar outro dia (veja a precisão jornalística…) dizendo que o próximo boom da plástica serão as cirurgias domésticas. Não do tipo delivery, com seu personal surgeon (o que seria uma idéia interessante em termos de marketing…) mas a self-made-surgery, exatamente como Madonna mostra. Na pia, você terá, além dos cremes, sua seringa descartável, seu botox e, voilà. Não saia de casa sem ele.

Tudo hoje é chamado de correção, não apenas porque algo ficou torto ou mudou de cor, mas porque todos querem ter a imagem ‘sonhada’. Não é só uma questão de tingir os cabelos que ficam brancos ou clarear os dentes que ficam amarelos, mas ter o cabelo da cor que se quer, esculpir o corpo para ficar como se sonha, colocar os peitos que o mercado exige. (Ontem, fiquei pensando na extrema necessidade que a atividade de travesti comercial exige em relação aos peitos. Evidente, o travesti que trabalha na rua, quando vê o cliente de longe chegando em seu carro, logo pára para abordá-lo e oferecer o serviço. E qual a posição deste contato? Não é como num guichê, num balcão de vendas, num telemarketing à distância, não. O travesti abaixa e debruça-se sobre a janela aberta do carro e assim, coloca, em primeiro plano, como um cartão de visitas, os seios. Mesmo porquê é só isto que ele tem de mulher para oferecer, o disfarce, a embalagem do produto. ) Esta é a indústria que mais cresce, a de realização dos desejos estéticos.

O futuro do anti-gordura, anti-idade, anti-queda-capilar, anti-disfunção-erétil, anti-frigidez, anti-esterilidade, tem seu braço tecnológico, aquele do mundo cyber. Sai na frente quem tem os melhores softwares contra qualquer tipo de câncer como spam, e vírus que ataca o HD. Anti-spam, anti-vírus, anti-junk em geral, já é o sucesso da indústria da informática há muito tempo. E, cada vez mais, será. Também os filtros anti-pornografia, anti-pedofilia, anti-encheçaõ de saco, já dominam o mercado.

Na minha estreita visão, daqui do pequeno ângulo onde existo, vejo este futuro um pouco superficial. Porque só combate o que é estético e o que é material. Precisamos de um outro futuro. Um futuro que veja mais o lado interior do ser humano. Um futuro que faça campanhas anti-drogas pensando na razão que leva o usuário a usar drogas e não apenas punindo o consumidor e prendendo peixes-pequenos do mercado corretor, sem nunca fazer nada contra o mercado produtor. Ouvi no rádio que a Colômbia é responsável por 80% da produção da cocaína do mundo. Duro é encontrar 80% das pessoas poderosas que queiram, de fato, acabar com o tráfico ilegal de cocaína.

Acho também que, enquanto criam métodos de anti-spam, anti-anonimato, anti-invasão, deveriam entender por quê as pessoas agem assim. Criar em todas as escolas, empresas, departamentos de atendimento psicológico que tentasse compreender os meandros da mente humana. Não adianta proibir sem resolver o problema emissor.

Uma coisa não impede a outra. A gente tem que usar todos os mecanismos para não ser invadido em todos os sentidos, mas temos que garantir um futuro que resolva os problemas. Tem que botar fechadura na porta, câmera na portaria do prédio, segurança na rua, polícia no quarteirão mas temos que ter assistentes sociais, psicólogos, políticos, recuperando menores, resolvendo as diferenças sociais, distribuindo melhor a renda. É tudo holístico, tem que resolver as coisas como um todo.

E não dá, simplesmente não dá, para fazer um futuro anti-tudo, sem entender o ser humano. Não dá pra instalar todos os anti-coisas no seu PC sem que alguém se interesse em estudar o perfil ‘internauta’ de cada um de nós.

Internauta é um novo aspecto da nossa personalidade que o coitado do Freud, que aliás, era chegado numa cocaína, não teve a chance de experimentar. Essa coisa de id, ego, superego, está mais para ig, uol e superig, terra e speedy. Aliás, li na folha que Freud usou termos banais e corriqueiros, em alemão, como eu, super eu, e que o tradutor é que botou a firula de id, ego e etc. Ficou a firula.

Algo diferente acontece com as pessoas quando entram na rede, como se fosse um novo portal de expressão, ou melhor, de existência.

É isso que a gente precisa estudar, entender, descobrir , para depois, alterar.

Ou isso, ou o futuro vai ser um mar de cadeados, jaulas, escudos, antídotos, taxas e armas, para que a gente se proteja de todos, todos os nossos mais diferentes erros do presente e do passado, especialmente, o de anti-gamente.

Do bichinho para a comida

Tem coisas que todo mundo sabe mas ninguém diz. Um exemplo, Jornal Nacional de Sábado.Todo mundo sabe que aos sábados, a pauta do Jornal Nacional é a pior da semana.

Até bem pouco tempo, sábado era dia de bichinho. Tartarugas com três pernas e uma rodinha, a extinção do mico leão dourado, a reprodução em cativeiro d euros panda gigantes.

Agora, é só nutrição. Hoje já teve a taxa da gordura para investir em programas de combate à obesidade infantil nos Estados Unidos seguida da matéria nacional sobre as benesses da banana verde.

O Fantástico também segue a mesma linha. Das doenças passou para o comportamento e agora, para a nutrição e a estética. Se bem que, estou falando por falar, não assisto o Fantástico há alguns meses.

Sábado é dia de trivialidade.

Vamos a ela, então.

dinheiro no mundo inteiro

Toda vez que eu vejo uma reportagem sobre as contas de Paulo Maluf no exterior, fico mais estupefata. Conta na Suiça, conta na França, conta em vários paraísos fiscais, negócios e contas em Lichtenstein.

Mas o incrível não é isso. Incrível é a energia que este septagenário tem de dizer que não tem contas no exterior. De negar que tenha contas no exterior.

Muitas, de fato, estão em nome do filho dele. Mas o jeito com que ele afirma não ter contas no exterior, nos faz pensar que ele desprogramou em seu cérebro o sentido da palavra exterior. Para ele, talvez, exterior queira dizer outra coisa, como por exemplo, Marrocos. Assim, toda vez que ele diz eu não tenho conta no exterior, ele diz eu não tenho conta no Marrocos, o único lugar onde parece que ele não tem mesmo conta.

Todo mundo quer ser magro

Os magros estão cada vez mais magros. As magras, estão todas anoréxicas, com aquele queixo finíssimo, típico da doença.

As pessoas que sofrem de obesidade mórbida, todas, estão acreditando mais na eficiência da cirurgia de redução do estômago.

Acabei de ler que o Fat Family vai passar um mês num spa. Querem ficar mais magros para o lançamento do próximo CD.

Em alguns casos, é mesmo saúde e bem estar. Em outros, é obsessão.

Mas a magreza continua sendo o desejo que mais mobiliza a indústria do mundo inteiro, ao lado do desejo de ser sempre jovem.

Sempre jovem, sempre magro.

Sounds good.

Especialmente se der pra ser sempre rico.

Os tratamentos de beleza sao caríssimos.

Uma semana no la Pairie custa 10 mil dólares. Cada pote de creme da mesma marca, com 160 gramas sai por US$ 400. Mariangela Bordon, dona da Ox, por exemplo, diz que usa para o rosto .

Num mundo que só privilegia a beleza e mais nada, acho que em breve, vão dizer que Einstein era um imbecil porque era feio.

bem descrito

O texto de Sandra Soares sobre o desentendimento entre Datena e Milton Neves é muito bom. Claro, bem escrito, com deliciosos toques de ironia.

Porém, se existe um lugar onde qualquer pessoa de bom senso prefere ficar neutra é nesse assunto.

eufemismo

a emissora carioca, é a rede globo. .

a bela, pode ser qualquer uma. a morena, idem .

a narração da moça cujo nome eu agradeço a Deus por não saber (e nem quero!) é insuportável. imploro de joelhos para que meu marido mude de canal. mas diz ele, as opções são… isso ou crime.

ou nada.

então, nada.

agora é moda discutir o nível da programação da tv.

mas só discutir.

ninguém quer melhorar nada.

são poucos os que têm interesse numa televisão melhor.

enquanto isso, três das quatro meninas entrevistadas que eu vi, tiveram que jogar o cabelo pra trás pra fazer o raciocínio pegar no tranco.

outra coisa que me intriga, é como os apresentadores chamavam as matérias sem usar o verbo “conferir”. a apresentadora, no caso,

já chamou 4 materias usando confira agora, você confere agora e agora, você confere.

será que ela vai chamar a próxima matéria pedindo pra conferir? vou conferir!

ah, sim, consegui ver algo pior na tv agora, um comercial do chiclé de bola, valda.

muito péssimo.

superado apenas pela ‘espontaneidade’ do rigotto dando entrevista no comercial do psdb.

mais muito péssimo ainda.

Tudo Avon

Estou assistindo ao programa Tudo Avon, na rede TV!, que você pode ver também pela internet, no site redetv.com.br .

Este é o penúltimo programa que eu apresento. No ultimo bloco do programa do dia 5 de julho, passo o comando para a apresentadora e modelo internacional Laura Wie.

Continuo no programa, pautando, roteirizando e liderando o projeto. E também continuo fazendo o Momento Tudo Avon, na Hebe.

Como eu saí da AllTV porque o programa exigia exclusividade, agora, eu até poderia voltar!

Luchetti disse que as portas estão abertas.

Seja o que Deus quiser.