Monthly Archives: December 2003

Feliz Ano Novo!

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Viagem na viagem
Assim que terminei de ler ‘Carnaval no Fogo’, do Ruy Castro, comecei a ler ‘Sob o sol da Toscana’, de Frances Meyes, um livro que ganhei de presente de uma querida leitora,que trabalha numa importante editora (sempre as rimas…) e que deve estar passando o reveillon com sua filhota. Não sei se ela quer que eu diga que ela me manda muitos e adoráveis livros de presente, como também fazem outros queridos leitores. A Déa, por exemplo. Isso, sem contar todos os que já contribuíram com livros, não para mim, mas para a Biblioteca da Maria (preciso reativar meu contato com a Maria para saber como estão seus planos de entrar na faculdade).
Não conheço a Toscana mas estou encantada, viajando na viagem, de Barra do Una para a Itália, acompanhando a aventura da escritora de cometer a loucura de comprar uma casa secular, uma villa italiana, propriedade onde ela pretende extrair o próprio azeite das oliveiras e colher as uvas de suas parreiras.
Agora que já assei o perú, já fiz o arroz com passas, vou retomar a leitura.
Descobri que aqui na praia, passo diante do fogão o mesmo tanto de horas que em são paulo passo diante do computador.
Meu marido tem achado meus posts muito saborosos.
Eu, concluí que um dia todo de tanque e pia faz por fora o mesmo mal que o teclado faz para as mãos, por dentro.
No fundo, viver dá trabalho.
Sim, tem gente que fica milionário e pode comprar trabalho de todo mundo pra não ter que trabalhar nada.
Mas no final, até no caso do bilionário da Parmalat, a vaca foi pro brejo.
Um brejo italiano, o que me leva de volta à Toscana.

Leia mais sobre o livro no site da Livraria Cultura.

ganhou um brasileiro!
e o segundo lugar também!
viva a são silvestre!

As lavadeiras fazem assim
Lavei roupa no tanque hoje de manhã, na unha, esfregando e cantando ‘ensaboa, mulata, ensaboa’. Pendurei tudo no mini-varal portátil. Biquínis, camisetas, toalhas e mais toalhas, bermudas e muito etc. Veio a chuva e molhou tudo o que estava semi-seco.
Tudo bem, não foi por mal.
Acho que a chuva também queria lavar as roupas da minha sinhá.
Lembra da música? para lavar a roupa da minha sinhá..
tá qui, no jangada brasil.
As lavadeiras fazem assim.. as lavadeiras fazem assim… assim…assado..
assado?
Gente! Tenho que tirar o perú do forno!!

Ecologicamente Impossível
Olhando o céu, o mar, o rio, a areia, as árvores, a chuva com seu cheiro de terra e barulho de fim de mundo, sentimos orgulho de fazermos parte da natureza. Foi o que pensei ao tirar esta foto, sentada numa cadeira de praia na sombra de uma barraca.
Mas a natureza humana é muito complexa. E ao mesmo tempo que alguns cidadãos mais conscientes instalam lixeiras na praia para preservar toda essa beleza, outros seres humanos conseguem atolar uma lata de lixo para vidros com todo material plástico e orgânico do mundo.
Tudo bem, tem gente que não sabe ler, talvez algumas crianças que ainda não foram alfabetizadas também tenham errado a lata e até concordo que a lata verde deveria ser para material orgânico, por associação com o que vem da natureza.
Acho que a natureza choveu só de raiva de tanta gente estragando a paisagem.
Ou talvez sejam só lágrimas do céu.

Chuva!
Esta caindo um temporal aqui no litoral. É uma rima mas definitivamente não é uma solução.
Há anos passo o reveillon aqui. Há anos, chove à noite.
Neste momento, vejo a São Silvestre pela TV, em SP, com a pista toda molhada.
Se é pra lavar a sujeira que 2003 deixou, que venha.

Jornalismo, IML do mundo
Fiquei assistindo a um canal de notícias na direct tv. Impressionante. A gente já sabe que as agências de notícias só divulgam desgraça mas os canais que não produzem nada e apenas compilam as desgraças planetárias acabam transformando os jornais em IMLs eletrônicos, trazendo corpos de todos os países.
Você acompanha vinte minutos de acidentes, desgraças, cataclismas, crimes hediondos e descobre porquê os os apresentadores estão tão desanimados.
Não que devessem ser bobos alegres contando historinhas, mas um pouquinho de felicidade não faria mal a ninguém.
Deve ser por isso que o esporte cresce tanto, é o único assunto dito ‘jornalístico’ que não tem os cadáveres por objetivo, mesmo que eles até aconteçam.
O jornal me fez lembrar uma cena de um filme do divertido Monty Python, que mostrava uma cena na idade média em que um recolhedor de mortos da peste bubônica gritava ‘bring out your dead!’, puxando uma carroça. Um dos caras na carroça berrava que estava vivo ainda e o puxador de carroça logo deu um jeito de mudar o fato.
Acho que no caso da gente ‘bring out our dead’, só no sentido de jogar fora os fantasmas que nos assombraram durante o ano.
Se o natal é dia de renascimento o ano novo é dia de renovação.
Acho que o tanque me deixou filosófica.

Estradas lotadas
Não quero nem pensar nisso. Já estive nessa exata situação, num dia 31 de dezembro, na mesma estrada para o litoral, acreditando que ía virar o ano ao volante.
Horrível.

Último dia
Talvez devéssemos sempre colocar nos posts frases prontas como ‘isto é apenas minha opinião’, ‘toda regra tem exceção’, ‘não estou generalizando’, da mesma forma como as tortas quentes do McDonald’s trazem na embalagem um aviso impresso sobre a possibilidade do cliente queimar a boca. É uma medida legal para evitar problemas jurídicos. E para contornar o desejo humano de encontrar pelo em ovo.
Digo isso porque o título deste post é, sim, último dia, mas é apenas um simbolismo. O mundo não vai acabar e o último dia de 2003 é uma convenção do calendário. O mundo gira, a lusitana roda mas ninguém fez uma marquinha na primeira volta pra saber onde começa e termina o movimento incessante.
De qualquer forma, vivemos de símbolos, de ritos, precisamos disso. Dá importância a nossa existência e a sensação ilusória de que temos, enfim, algum poder.
Temos poder, sim.
Inclusive de transformar nossa vida e o mundo a nossa volta, incluindo as pessoas.
Assim, estou começando este fim de primeira metade do último dia deste ano, lembrando o óbvio. Podemos fazer o melhor de nós mesmos. Acho que o primeiro passo é não se incomodar com o que não somos e com o que os outros são.
Bom dia, e até mais tarde, que hoje é noite de revelhão!!!

boa noite
até amanhã.

oba
2004 vai ser o ano da comunicação.
tô nessa.

S.O.S. Abobrinha
OK, eu confesso. Eu estava vendo uma reprise do João Kléber no superpop de Luciana Gimenez. Mas quem era o tal ‘apresentador’ e a tal ‘mulher que casou com o cara rico’, que são desafetos dele?

Template
Aqui estou, online mas sem postar, vendo M…na TV, ou melhor, reprise de M..
Enquanto isso, mexo aqui e ali no template. Também tenho que fazer uma faxina séria…

Metrossexual, o novo “homem moderno”, invade a cultura pop

Acho o termo muito ruim, não consigo deixar de associar com o transporte urbano subterrâneo e aí, parece que metrossexual é o tarado do vagão do metrô!

FELIZ 2004!

Olha que coisa mais linda o cartão de fim de ano que a Andréa Camara, nossa querida Déa, fez em flash.

Tem mais, se você for até lá fora agora, e olhar a lua vai ver que é exatamente a mesma que ela desenhou!

Pés
Chinelo, eu tenho. Tênis eu trouxe. Vim com uma sandália e outra veio na mala. Portanto, tenho calçado para as férias toda. O problema é outro. Preciso de um novo par de pés. Caminhar pela areia fofa, ou úmida, ou encharcada, perambular pelas ruas de terra e pedra, ir e vir descalça pelas calçadas, está acabando com meus queridos pés, que me sustentam o dia inteiro (aprendi isso no Rá tim bum).
Se alguém tiver pés novos, tamanho 36, agradeço.
Também aceito uma massagem nos pés antigos.

The Summer IS Tragic!

De Barra do Una, no litoral norte do estado de são paulo, até o Guarujá, viaja-se tranquilamente pela Rio-Santos. Tranquilamenta em dias normais mas não num 30 de dezembro. Mesmo assim, fomos.
Saímos com uma filha de casa, pegamos um filho na estrada e seguimos até o Guarujá driblando todos os péssimos motoristas, ou seja, basicamente todos os que estão fora do carro onde estamos.
Contando com a solidariedade do pessoal que dá sinal de luz pra avisar que há policiais por perto, fomos ultrapassando sempre que possível até chegar à entrada do Guarujá.

Lá, ninguém não apenas não consegue ultrapassar ninguém como mal consegue se mover. O termo exato que descreve a situação do Guarujá para o Reveillon é un-be-fucking-lievable.

Fomos até a praia do tombo, visitar meus pais, que acordaram às cinco da manhã e, claro, ao meio dia, estavam com fome. Enquanto eles saíram para almoçar, deixamos o carro na rua e fomos à pé até outra praia, Pitangueiras, visitar minha sogra.

A caminhada foi longa porém agradável já que o dia estava semi-nublado.

A visão da praia é assustadora, como mostram sempre as primeiras páginas dos jornais paulistas. Clique na foto para ampliar a desgraça. O que se vê é uma faixa de céu, uma faixa de arranha-céus, uma faixa de guarda-sóis, uma faixa de carne moída, uma faixa de mar e praticamente nada de areia. Diz a lenda que as pessoas andam arrastando os chinelos pois, se levantarem um pé do chão provavelmente não encontrarão lugar para colocá-lo de volta.

Chegamos no apartamento da minha sogra que havia feito tudo para preparar nosso almoço até que…acabou o gás. E, claro, nessa época,não se acha um bujão de gás com essa facilidade. E assim, tentamos consolá-la mas preparados para sair de lá sem almoçar mesmo.

Liguei no celular do meu pai e, para meu choque, quando perguntei se ele ainda estava no restaurante ele me disse que estava no pronto-socorro.

Meu pai saiu com minha mãe (ela tem 70, ele 75) caminhando até um restaurante simples ali no Tombo. No caminho, tropeçou numa pedra e caiu. Feriu-se muito. Ralou ambos os braços, as mãos, a perna, o ombro e só não bateu a cabeça no poste por um reflexo. Ficou caído no chão, sangrando muito e minha mãe não teve forças para levantá-lo.

Meu pai disse que graças a Deus, ainda existe muita gente boa nesse mundo. Um casal, que ía para a praia, levantou meu pai, levou-o à farmácia e acompanhou a limpeza dos ferimentos. O farmecêutico disse que era caso pra pronto socorro.
O homem então, foi até sua casa, pegou o carro, levou meu pai para o pronto socorro, esperou que ele fosse medicado e levou-o de volta para casa.

O enfermeiro do pronto-socorro, vendo a situação do meu pai, todo enfaixado, compreendeu que ele não terá condições de trocar os curativos e disse que, a partir de amanhã, ele irá até meu pai para trocar as bandagens.

Acalmamos minha mãe, tranquilizamos meu pai e voltamos para Barra do Una, com a certeza de que tudo está sob controle. E, claro, pensando no que é a vida e no que representa envelhecer.

Assim que chegamos, fomos direto para o mar, lavar a alma. O mar estava maravilhoso, cheio de ondas altas e leves. Do mar, fomos tirar o sal no rio, gelado e revigorante.

Agora, que os sustos já passaram, que já comemos alguma coisa, que já estamos limpos e respirando mais fundo, só resta esperar que o ano acabe logo e dê chance a um ano novo. E que, a cada dia, a gente seja capaz de amar, de ajudar, de ser solidário com o próximo, de perdoar os erros dos outros, de perdoar os nossos próprios erros, de rir de si mesmo, de dividir os sentimentos com os outros. Porque a vida é tão frágil quanto breve e daqui, não levaremos nada. Mas enquanto aqui estivermos é sempre melhor saber que por onde passamos deixamos um rastro de afeto, alegria, alívio e compreensão.

bundinha!
estamos saindo daqui pra ir até o guarujá, visitar papai, mamãe e sogrinha.
voltamos no fim da tarde.
até lá.

Millôr Fernandes disse: “Eu não tenho medo dos fatos eu tenho medo das manchetes”.
Perfeito. Agora, nesse feriado de fim de ano, com a diminuição drástica das notícias nos sites, percebemos que quem cria a tensão é a mídia. Não há como acreditar que o mundo tenha parado de gerar fatos só porque é final de ano. E não é isso mesmo. São os profissionais de mídia (ó Ceus, não todos, alguns!) que transformam alguns fatos em notícias intensas, definitivas, essenciais. Um caso eleito por uma tv pode se transformar no assunto do dia em todo o país, caso o editor decida investir na exclusividade da cobertura, especialmente no caso de crimes.
Lendo as capas do UOL, do Terra, tão pífios em novidades neste dia 30 de dezembro, temos a sensação de que que até o terrível terremoto no Irã passa despercebido.
Melhor seria se fosse assim o ano todo. Sem o alarmismo viciante que exige cada vez mais intensidade dramática, o pessimismo aumenta e a profecia do medo se concretiza.
Por hora é só, boa noite, até amanhã.
Sim, porque a boa notícia é que haverá uma amanhã!

Ruy Castro
Não é só pela elegância de um autor que usa expressões como “honni soi qui mal y pense” (tive que pesquisar na web pra encontrar a tradução exata) mas pelas criações de Ruy Castro. Veja isso:

“A disparidade era tão grande que, quando os Patek-Phillipe marcavam cinco horas da tarde na rua do Ouvidor, ainda era 1701 na maior parte do país.”
(Carnaval no fogo)

Foi assim
Eu estava procurando a origem exata da palavra admirar. Googlei com “o prefixo latino ad”. Fui dar (geograficamente falando) numa página em arquivo de um blog chamado Letra Miuda. O título do post era “Economia doméstica é suicidar-se comigo”, que explicava redundâncias etimilógicas dos termos economia doméstica, suicídio e comigo. Achei muito interessante. Cliquei outra data e li outro post, o mais atualizado, de agosto deste ano, e outro de julho. O texto dizia:

Dicionário dos símbolos perdidos: fragmento
A tangerina, bem como a laranja, é um símbolo solar. Tem o sol na forma e na cor o fogo. Seu cheiro irrompe da casca tomando a cozinha, ou a árvore no pomar, e quando a comemos o azedume nos aperta os olhos como a luz de manhã clara demais, libertada de cada alvéolo.

posted by Glhrm Qndt at 16:06

Fiquei admirada. Adorei. Mas o blog não tem nenhum contato, nada, só a assinatura Glhrm Qndt, um evidente Guilherme e um plausível Quandt, como Mary. Procurei por Guilherme Qndt e desta vez, encontrei outra admiradora do Letra Miúda, no blog poucas e boas.

De fato, é esse seu nome. Li isso no wunderblogs, que informa que Guilherme é advogado e mora em Florianópolis. E de tanto pesquisar coisas sobre ele, acabei encontram um texto muito bom. Não quero com isso dizer que concordo com tudo o que está escrito mas digo que o texto é bom. Experimenta. Do digestivo cultural.

Ah, sim, mandei um email pra ele. Alea jacta est.

fim de tarde
não fotografei o por de sol, não estava com a câmera digital no momento em que o céu se tingiu de dourados e lilazes escrevendo em cores um verso de djavan.

Com licença
mas eu tenho que acabar de ler o livro do ruy castro, pra aliviar esse sofrimento. eu adoro o texto dele, adoro. sou uma fã incondicional, tenho cólicas mentais quando leio o que ele escreve. quando estou assim, na reta final, começo a pensar em recomeçar o livro só para reler e marcas as passagens mais incríveis. acho que vou fazer isso e comentar aqui, alguns achados que me deixam com aquela inveja de salieri diante de mozart…

Com licença
mas eu tenho que acabar de ler o livro do ruy castro, pra aliviar esse sofrimento. eu adoro o texto dele, adoro. sou uma fã incondicional, tenho cólicas mentais quando leio o que ele escreve. quando estou assim, na reta final, começo a pensar em recomeçar o livro só para reler e marcas as passagens mais incríveis. acho que vou fazer isso e comentar aqui, alguns achados que me deixam com aquela inveja de salieri diante de mozart…

Desenho
Graças a Deus minha filha de 9 anos sabe mexer no controle e tirou da Band, colocou num desenho e, claro, saiu de casa. Eis-me aqui, sob um ventilador de teto, teclando no laptop, ao som de super heróis na tv.

Atire a primeira pedra… de gelo!
Não sei mexer no controle remoto da tv. Não porque eu seja burra mas porque não tem lógica. O enter não entra, channel não muda o canal, o volume não tem nada a ver com o áudio. E para mudar da tv convencional para a direct tv tem que apertar alguma coisa que eu não sei bem qual é.

Assim, enquanto eu lavava a louça, limpava a pia, a cozinha e o fogão, além de servir sorvete com confete, fiquei acompanhando um programa chamado A Hora da Verdade. O texto chegava a ser cômico, de tão primário, uma coleção de clichês de fazer inveja ao Homem Chavão e seus companheiros.
A narração era feita por uma garota fanha porém esforçada.

O video durava horas. A história era a coisa mais provinciana do mundo.
A única coisa que justificaria alguém receber um salário para escrever aquilo é outro lugar-comum, aquele que diz que, enfim, pelo menos o autor não está roubando nem matando. Mais ou menos, porque o que vi e ouvi matou milhares de neurônios que até então me eram caros e saudáveis e o tempo de minha tardia juventude que me foi roubado não voltará mais.

Mas quem sou eu pra criticar um texto podre como este se eu mesma já fui mal paga pra fazer coisas tão ruins ou até piores? Por dinheiro, para sobreviver, já escrevi texto de apostilas de parapsicologia de um picareta que encontrei pelo caminho nos anos 80, fiz cartas de ouvintes fictícios para rádios AM, letras de música de gosto duvidoso e, apogeu do fundo do poço, fiz uma letra de música para o filho do Tiririca, encomendada por seu empresário. Claro, eu poderia dizer que fiz tudo com dignidade, mas certamente este tipo de trabalho me colocou como figurante naquele filme de elenco record, “Teu passado te condena”.

Como D’us existe e é pai, até esta página arrancada da minha autobiografia não-autorizada teve um final feliz. A letra da música era para tentar uma reconciliação do menino com seu pai, que não falava com ele e nem permitia que usasse seu nome. Depois de semanas de sofrimento geral no estúdio (o garoto não tem voz nenhuma para cantar), a música foi gravada e interpretada no dia dos pais, ao vivo, no programa do Faustão, anos atrás. Neste dia, eu estava na casa do meu pai e avisei que a música era minha. Ele ficou todo orgulhoso. Pensando bem, valeu. Atire a primeira pedra quem nunca produziu um trabalho medíocre. De preferência, uma pedra de gelo, no meu copo que o calor aqui na praia, tá que tá.

INFO Online – Plantão Info – Holanda legaliza download do KaZaA – (22/12/2003)

Kazaa é legal, a Holanda é legal, e música é legal.

Se tudo é tão legal, porque manter o prazer na ilegalidade?

eu uso!
Kalau mandou o gif da espiral, que acendo toda santa noite. Funciona. A parte mais difícil é desengatar uma da outra sem quebrar o miolo de ambas. A segunda coisa chata é que cada pacotinho só vem com um suporte. Então, se você precisa acender uma espirarl na sala, uma no quarto do casal e outro no das crianças, tem que comprar três caixas inteiras.
Valeu,Kalau, adorei.

Que horas são, por favor?
Acho que sou a única pessoa que vai de relógio à praia. Na verdade, não tiro o relógio pra nada, acostumei com ele. E um relógio de plástico, à prova dágua, que tem tudo que eu preciso como cronômetro, despertador, calendário. Além disso me proporciona inúmeros obrigados acompanhados de sorrisos já que todo mundo na praia me pergunta que horas são.
Agora, por exemplo, é quase meio dia. A panela está no fogo fazendo arroz para o almoço, os filés de peito de frango já estão temperados no limão, sal, cebola e alho desde ontem, a salada vai ser feita na hora.
Estou terminando de ler um livro do Ruy Castro, Carnaval no fogo e com isso,concluo que ele não é meu autor favorito apenas, é meu cozinheiro predileto. Sim, porque não leio o livro, devoro-o. Comecei a lê-lo (língua portuguesa…)ontem à tarde e já estou quase acabando. Ele escreve tão bem que dói. Tem horas que tenho que baixar o livro e sofrer um pouco com a incrível originalidade de uma frase ou expressão.
Para não deixar o post só nessa coisinha pessoal, um comentário global sobre os EUA, que estão sempre perseguindo alguém. Depois de procurar Osama e achar Saddam, agora tá todo mundo atrás da vaca louca.
Só falta fazer um baralho com as vacas mais procuradas…
bom dia!
meio dia!

boa noite!
e até amanhã. quase no fim do ano…